Press Releases em SEO – Resposta para o novo Google Penguin?

Conteúdo Oculto Google

É oficial: Penguin is now part of our core algorithm! Ou seja, quando o Google indexar uma página irá logo ter em conta o número de links externos e internos que apontam para essa mesma página.

Para quem trabalha em SEO isso significa conseguir que mais (e melhores) websites “linkem” para as suas páginas. Os Press Releases em SEO serão a resposta?

Sobre esse tema sugiro a leitura destes dois textos “Autoridade de página” e “Autoridade do domínio“.  Está explicado a importância da “autoridade” e/ou “relevância” das páginas para os motores de busca.

A autoridade de um domínio é construída com base na relevância de antigos conteúdos e, assim como um bom vinho, melhora com o tempo. A Autoridade de Domínio é um dos indicadores da reputação que um domínio possui e é calculada basicamente pela quantidade e pela qualidade de links que um site recebe.

Com links em sites com elevada autoridade a encaminharem fluxo para o nosso website, as nossas páginas acabam por receber um pouco dessa mesma autoridade.

Daí a importância de ter links em sites de confiança a apontarem para o nosso. Ou seja, a importância de ser fazer “link building“.

Como conseguir, então, que outros sites escrevam sobre o nosso e insiram links? Identifico três meios primários: Conteúdo, Abordagem/Outreach e Relações Públicas (Press Releases).

Há também a possibilidade de se fazerem redes privadas de blog (os chamados PBN), mas deixo essa estratégia de fora deste artigo por ter bastantes riscos associados.

Conteúdo

Se tivermos bom conteúdo no nosso site é mais provável que alguém fale sobre isso. Há então mais probabilidade que alguém mencione um artigo/blogpost que tenhamos publicado no site e que insira um link para a nossa página.

O que é um bom conteúdo? Essa é a pergunta de um milhão de euros. Resumindo é um conteúdo que os seus leitores/visitantes gostem de ler. Saber o que os seus visitantes gostam é um processo, muitas vezes, de tentativa/erro.

Outreach

Outreach é, basicamente, contactar alguém para que fale sobre o seu site/conteúdo e, no melhor dos cenários, coloque um link para o seu site. O outreach pode ser feito com o conteúdo que publica no seu site (ver Conteúdo), mas pode também pode e deve ser feito com dados e conteúdo “exclusivos” para que outros tenham interesse em escrever sobre eles.

Sabemos igualmente quão valioso é o tráfego que vem de outros sites para o nosso, sejam blogs, sites de notícias ou redes sociais.

Press Releases

As Relações Públicas e o envio de notas de imprensa continuam a ser uma forma eficaz de fazer linkbuilding. Ainda que há muito se diga que os Press Releases são uma prática em extinção.

Não só estão mortos como podem ser optimizados para SEO: “Quick tip: Adjust Your Press Release for SEO“.

Os sites de notícias costumam ter elevada autoridade. Conseguir um link nestes sites é algo muito desejável.

O chamado “press release link building” é “desconsiderado pelo Google”. O motor de busca não dá o mesmo valor aos links em sites de notícias, sobretudo se o conteúdo for duplicado.

O segredo passa por entregar press releases distintos a segmentos distintos. Adapte o conteúdo conforme o meio a que está a enviar.

É possível conseguir links em sites de notícias?

A resposta é “sim”. Recentemente fiz uma análise aos resultados de dois anos de trabalho com um cliente cuja presença é global, ainda que para estes resultados só esteja a contabilizar três países.

No segundo ano, reforcei a estratégia de Relações Públicas. No total, enviei 19 press releases, mais 11 do que no ano anterior.

Depois de perceber o que funcionava melhor para cada um dos países, no segundo ano os resultados foram extremamente animadores: mais 310 publicações (393 no total) que no ano anterior.

Obviamente nem todos estes “placements” foram em sites com elevada autoridade. Ainda assim, com 19 press releases consegui 55 sites de referência a publicá-los. Se no primeiro ano a taxa de publicação por parte de sites com autoridade era de 1,7%, no segundo ano esta percentagem subiu para os 2,7%.

Ao todo, foram conseguidos 156 links, mais 136 que no primeiro ano. Também aqui cresceu a percentagem de sites a aceitar linkar de volta: 24% no primeiro ano, 39,7% no segundo.

Nos sites com mais autoridade notou-se, porém, maior dificuldade em conseguir links de volta: no primeiro ano 55,6% dos sites com autoridade que decidiram publicar o press release linkaram de volta, mas no segundo ano a percentagem diminuiu para 43,6%.

Outra da análise feita incidiu sobre os sinais sociais (likes, comentários, retuites, partilhas…) com origem na publicação desses press releases. No primeiro ano registei 9463 sinais, já no segundo ano este número subiu para 40274.

Sem surpresa, também o tráfego directo conseguido através da publicação das notas de imprensa sofreu melhorias: 1440 visitas no primeiro ano para 5079 no segundo.

Esta parece-me ser a prova de que – pelo menos para já – os press releases continuam a ser uma boa forma de obter links e citações (que até podem ser usadas nas campanhas de PPC).

O que é ASO em SEO?

ASO O que é?

Esta é uma pergunta fundamental: o que é ASO SEO?

ASO é a optimização de loja de aplicativos, como o iTunes ou o Google Play. A sua optimização irá colocar a app numa posição de ranqueamento mais elevada, aumentando as hipóteses de ser vista e acedida pelo utilizador.

Ou seja, ASO é a optimização de apps em lojas de aplicativos, assim como SEO é optimização de websites para o Google.

O  mobile caminha não só no sentido de se criar páginas amigas dos telemóveis, mas também na criação de aplicativos (ou mais conhecidas em Portugal como “aplicações”) que nos ajudem a interagir melhor com os websites, ou pelo menos com os produtos e serviços neles contidos.

Os aplicativos podem ser jogos, ferramentas ou sites em versão app. E estão todos disponíveis ou no Google Play ou na Apple Store, dependendo do sistema operativo que usa. E estas lojas têm os seus próprios algoritmos para se procurar pelas aplicações.

Neste caso falamos de ASO (App Store Optimization ou, em português, Optimização na Loja de Aplicativos).

O ASO (seria mais correcto dizer “a”, não era?) muitas vezes é deixado para segundo plano. A verdade é que passamos horas a tentar optimizar os nossos textos através de SEO, mas acabamos por fazer a descrição das nossas apps em poucos minutos durante o processo de submissão.

Desvalorizamos erradamente este processo na ânsia de subir a nossa aplicação. Continuamos a fazer os mesmos erros sem dar conta.

Há cada vez mais apps e cada vez mais utilizadores mobile. Por isso, Mobile SEO e ASO tornam-se tão importantes como o SEO tradicional. Em certos negócios de e-commerce eu diria que já é mais importante o mobile e as lojas de App do que o site em si.

O SEO para mobile está a tornar-se bastante popular em todas as indústrias.

Sobretudo,  desde o momento em que os marketeers perceberam que existe um potencial de optimização que pode estar directamente relacionado com o aumento do número de utilizadores que escolhem dispositivos mobile para aceder ao conteúdo diário através da pesquisa.

Há que saber, portanto, quais os factores relevantes para ter uma descrição que seja facilmente encontrada pelos utilizadores.

A Apple Store e o Google Play usam registos completamente distintos, ainda que não seja consensual quais os factores de relevância usados.

Olhemos primeiro para os factores de ranqueamento de ASO do Google Play

Purschase: A Google tem apostado nas aplicações que permitam fazer pagamentos, como comprar moedas virtuais ou adquirir produtos. Essas aplicações surgem melhor posicionadas na hora de se procurar um aplicativo.

Mas há muitos outros factores além do “purchase”

Descrição: Ter uma página traduzida no idioma do utilizador que faz a procura, ter um vídeo explicativo de como funciona a app, ser um developer reconhecido, ter um vídeo explicativo do uso da aplicação, ter um título com palavras-chave relevantes para o seu negócio, etc.

Conteúdo: A estes factores junta-se, sem dúvida, a questão de como o Google vai apresentar a página do Google Play na página de resultados. Palavras-chave nas primeiras linhas da descrição e a negrito podem ajudar.

Reviews e Comentários: Mas há um factor que o Google adora: os comentários e avaliações de quem baixou a sua app. Se alguém escrever que a sua App é “a melhor app para encontrar restaurantes no Porto” fique-lhe extremamente agradecido.

Por isso, convide sem ser chato, os seus utilizadores a comentarem a sua app.

Já a Apple usa factores de ranqueamento bem distintos para ASO

Keywords: A marca da maçã prefere palavras-chave (permite até 100 caracteres) que identifiquem o aplicativo, títulos bem definidos e relevantes para o conteúdo que se está a apresentar.

Há inúmeros estudos sobre ASO, alguns que vão ao pormenor de tentar entender a relevância de usar palavras no singular e no plural ou só numa das formas.

Tudo conta na hora de optimizar um texto. A verdade é que deve adaptar o seu conteúdo ao motor de busca que está a trabalhar.

O mesmo se passa com sites de venda como o Ebay ou a Amazon.

Twitter: “A” Rede Social – Onde entra aqui o SEO?

A primeira questão é: o que é o Twitter? Se seguirmos a metáfora do bar, a rede social do pássaro azul é o local onde todos estão a falar com todos, geralmente dividido por mesas (temas/hashtag). Aqui as marcas têm contas como os demais utilizadores o que permite uma interacção recíproca. Isso é o que difere o Twitter do Facebook. Aqui as marcas têm (ou potencialmente podem ter) uma personalidade mais vincada.

A segunda questão será: o que é que o Twitter tem que ver com SEO? Mas a esta questão já lá iremos.

Permita-me ressalvar que, caso seja uma empresa que trabalha com diferentes mercados, quando pensar na personalidade da sua empresa lembre-se que o conceito de humor, irreverente ou, por exemplo, inovador diferem de país para país. Trabalhei com uma empresa que se dizia muito “open mind”, divertida e próxima dos jovens, mas para mais de 50% dos seus seguidores nas redes sociais a imagem que passava era de uma marca extremamente aborrecida.

Portanto, o primeiro ponto é definir a personalidade da sua empresa a comunicar no Twitter com essa mesma personalidade. Mantenha essa linha sempre adaptando o seu discurso aos seus seguidores.

Muitas pessoas com quem trabalhei perguntam-me: “Mas, se o Facebook tem mais utilizadores, porque devemos criar uma conta no Twitter”. Bem, primeiro que tudo porque o Facebook não permite uma comunicação tão directa com os seus seguidores, depois porque as taxas de engajamento são menores – a não ser que invista (promoted post ou Facebook Ads). E porque uma parte substancial dos seus clientes estão no Twitter. Tenha sempre na memória: “Diferentes pessoas usam diferentes redes sociais com diferentes propósitos”.

Com isso em mente, dê aos seus seguidores diferentes conteúdos nas diferentes redes sociais que gere. E não tenha medo de “conversar” com outras marcas no Twitter. Elas também têm personalidade.

O Facebook é cada vez mais um excelente apoio ao cliente. O Twitter é a vertente “amiga” do seu seguidor/cliente. Ou seja, Facebook será mais “venda” e o Twitter mais “marca”. Ainda que a minha experiência me diga que as taxas de conversão (percentagem de pessoas que acabam por adquirir o produto ou serviço) são idênticas no Twitter e no Facebook. A grande diferença é que geralmente somos obrigados a investir mais dinheiro no primeiro. O Twitter (pode conferir nas suas visitas!) está a dar cada vez mais tráfego ao seu site.

E isto responde à pergunta: como o Twitter influencia o meu SEO. Quando alguém houve falar da sua empresa, dos seus produtos ou serviços terá curiosidade em procurar. Isto leva a uma maior procura da sua marca – um dos principais factores de ranqueamento.

Outra vantagem do Twitter é a facilidade de seguir tudo o que lhe interessa. O TweetDeck é a ferramenta ideal para se trabalhar o Twitter. Crie colunas onde posssa ver tudo o que a sua concorrência faz, tudo o que é dito sobre a sua empresa, tudo o que é dito sobre o seu produto… No fundo tenha a real noção do que se passa à sua volta e aja rápido. Responda, questione, partilhe… tenha personalidade 24 horas por dia e não só das 9 às 18h. A utilização das redes sociais aumenta no período nocturno. Aproveite e tire vantagem disso.

Use o Tweetdeck e agende publicações para o horário nocturno. Diga com outras palavras o que disse de manhã e poupe tempo e recursos. Duplique as possibilidades de verem a sua mensagem e de alguém interactuar com a sua marca.

O TweetDeck apresenta também a funcionalidade de criar equipas e delegar autorizações – seguindo o exemplo do Facebook.

Os “Ads” do Twitter também podem ser uma excelente ferramenta. Mas não os use como no Facebook. Aqui as mensagens devem ser o menos comerciais possíveis, mesmo em tweets patrocinados.

Num comentário ao texto original, a Joana Rita Sousa falou do Hootsuite “como alternativa”. Sublinho esta parte: “como alternativa”. Para quem não está familiarizado, o Hootsuite é um agregador/gestor de redes sociais que permite a publicação, gestão e monitorização.

No fundo, muito igual ao Tweetdeck – que na sua génesis, antes de ser comprado pelo Twitter, permitia agregar outras redes sociais que não a do passarinho azul – mas mais “poderoso”. Imagine um cockpit de um avião e todos aqueles botões. O Tweetdeck e o Hootsuite (que até tem uma versão Pro, paga) irão levá-lo ao mesmo sítio, mas, enquanto “piloto”, dependendo da ferramenta que usa, poderá ter muito mais ferramentas à sua disposição. Tudo depende se tem “mãozinhas” para tanto botão e se está disposto a, no limite, investir para obter todas as vantagens da “ferramenta do mocho”.

Se costuma gerir campanhas online, o Hootsuite é definitivamente um aliado. Ainda que eu seja da velha escola e um apaixonado pelo Tweetdeck. (Se pesquisar mais sobre o tema verá que esta questão, mais que profissional, é quase passional!)

Porém, nada o impede de usar as duas ferramentas ao mesmo tempo. Sobre o tema aconselho a leitura deste “já velho” artigo do GrassHopper: Buffer vs TweetDeck vs Hootsuite.

Uma nota final: há uma teoria que o Facebook não gosta muito de agregadores e os conteúdos, em certos casos, poderão ser penalizados pelo algoritmo da “rede do lado”. Pessoalmente já testei e os meus resultados desmontam essa ideia. Mais, nas minhas conclusões, ter o feed do Twitter associado ao Facebook dava mais visibilidade ao conteúdo (mas menos engajamento!). Sobre este tópico deixo este blogpost do Buffer (parte interessada): “3rd Party Facebook Publishing Tools Aren’t Penalized: Debunking An Age Old Social Media Myth“.

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O Twitter faz parte da sua estratégia de marketing digital?

Facebook, a rede social que (sobretudo) não o é…

Imagine as diferentes redes sociais como bares. Pergunte a si mesmo quem é que frequentaria o Facebok se a rede social de Mark Zuckemberg fosse uma espécie de bar. Adultos, entre os 18 e os 80 anos. Ou seja, quase todo o Mundo. Agora imagine a sua empresa no meio deste bar a tentar chamar a atenção dos seus clientes – dispersos por diversos pontos do bar a falar entre si e a comentar fotos de gatos. Pelo menos, é assim que imagino.

O Facebook tornou-se numa rede menos social mundial e transformou-se, de seguida, numa ferramenta poderosa de marketing para as empresas. O Facebook é também um motor de busca. Muitas vezes usados pelos seus clientes para o encontrar a sua empresa ou poderão chegar a ela procurando por produtos ou serviços associados.

Além do mais, o Facebook quer começar a funcionar como um guia de empresas, com avaliações e comentários dos clientes. É uma velha aposta que ainda não ganhou uma única batalha. Ainda assim, a guerra contra outros sites como Tripadvisor ainda não está perdida.

A rede social de Mark Zuckemberg é, actualmente, quase como uma segunda web page das empresas. Portanto, neste momento, comece a pensar no Facebook como um segundo site, uma ferramenta de marketing para quando quer passar uma mensagem. Exige menos conteúdo (ainda que o Facebook esteja a tentar alterar isso) e muito mais atenção ao cliente. Mostre o que está a fazer, as campanhas que tem, mas tentar socializar não vale, na maioria das vezes, o esforço. Os seus seguidores vão querer respostas na hora da sua empresa e vão querer, sobretudo, queixar-se/pedir sugestões/tirar dúvidas. O Facebook será um dos seus “apoio ao cliente” mais perigosos. Tente sempre resolver os assuntos em privado e o mais rápido possível. Mas lembre-se: o cliente NÃO tem sempre razão. E a sua própria comunidade sabe disso.

Respostas rápidas e que verdadeiramente ajudam o cliente são belíssimos cartões de visitas. Neste (e noutros) campo sou um grande fã da página de Facebook da TAP Portugal. A transportadora aérea tem ainda a página traduzida e por isso se estiver a aceder – por exemplo – a partir do idioma inglês conseguirá ver o conteúdo nesta língua.

Pormenores que no final do dia, para empresas internacionais e que visam a exportação de produtos ou da imagem, fazem toda a diferença.

O Facebook tornou-se, assim, numa ferramenta. Há muito que deixou de ser uma mera rede social. Os vídeos 360º ou os “live events” (veja aqui as melhores dicas para usar o Facebook Live) são só mais uma prova disso.

Mas a equipa de Zuckenberg foi muito mais longe. A separação do Messenger do Facebook veio permitir uma maior ligação do cliente à marca (ferramenta), mantendo de parte a comunicação da marca com o cliente (social). Ou seja, o cliente pode contactar a empresa, fazer encomendas ou realizar uma reserva através da aplicação, mas não poderá ser contactado pela empresa para fins de marketing, por exemplo.

O Facebook quer ganhar também terreno ao YouTube disponibilizando a possibilidade de ver os vídeos que publica na rede social em outras páginas da internet (embed). Já se sabe que os seus posts têm mais visualizações se tiverem vídeos subidos na própria página, em comparação com publicações que usam links do YouTube.

Outra das funcionalidades mais recentes é a de comentários em outras páginas serem sincronizadas com o Facebook. Centralizando assim a informação e aumentando as probabilidades de engajamento.

Para empresas, o Facebook não é uma rede social. Os resultados orgânicos (não pagos) são equiparados a estar num bar cheio de clientes e só estar a falar com os que estão na sua mesa. Se pagar, alguém lhe arranja um megafone e a sua voz chegará mais longe.

Ignorar o Facebook não é uma opção para a maior parte das empresas. Mas o seu uso deverá ser visto como o de uma ferramenta de marketing e não uma rede social. Há muito mais vantagens e resultados.

https://seoportugal.net/blog/twitter-rede-social-seo/

O Que É SEO E Como Somos Influenciados Por Ele Todos Os Dias

o que e SEO

O que é SEO? SEO é o acrónimo de Search Engine Optimization, ou seja, Optimização para os Motores de Busca, e é uma das actividades mais importantes no âmbito do Marketing Digital.

As campanhas de SEO visam, sobretudo, diminuir a dependência dos canais pagos como PPC ou Display.

Estará a pensar que isto é algo só do estrangeiro.

Não é.

Em Portugal, o SEO ainda dá os primeiros passos, enquanto no resto do mundo já se debate se o SEO é uma área a caminhar para o fim. É verdade.

Mas, irá concordar que há cada vez mais empresas à procura de profissionais de SEO.

Muitos perguntam:

Qual é o segredo do SEO?

Para entender o segredo do SEO é necessário entender o que é SEO, o que é o Google e como é que os utilizadores procuram.

O que é SEO e o que faz um profissional de SEO?

Esta será actualmente das áreas mais “desconhecidas” no universo da comunicação. Ainda que haja uma crescente procura de informação nesta temática, são poucos os países em que o Search Engine Optimization é trabalhado com rigor e profissionalismo e a larga escala.

O que significa SEO?

SEO significa Search Engine Optimization ou em português: Optimização para Motores de Busca. Em português também é conhecido por Optimização de Sites. Mas o desconhecimento do funcionamento técnico da internet faz com que tentar explicar o que é o SEO e as suas vantagens seja, por vezes, uma autêntica aventura.

Tal como a comunicação, SEO é (quase) tudo. E se é difícil explicar o que é comunicação é igualmente árduo decifrar este mundo da optimização de sites e todas as suas vertentes.

Vamos partir da máxima da Escola de Palo Alto, de Paul Watzlawick, de que “é impossível não comunicar”.

Ou seja, todo o comportamento é uma forma de comunicação. Como não existe forma contrária ao comportamento (“não-comportamento” ou “anti-comportamento”), também não existe “não-comunicação”. Então, é impossível não (se) comunicar.

O que é SEO

Neste âmbito entra a comunicação verbal, corporal e visual. Ou seja, tudo aquilo que transmitimos aos outros. O que dizemos (por via da oralidade, da escrita, etc), o que fazemos e o que damos a entender por meio do que vestimos ou dos acessórios que usamos.

A sua página web (site) pessoal ou a página web da sua empresa comunica diariamente com o mundo. E sobretudo com outros sites, como os motores de busca.

É impossível elas não comunicarem? Mesmo tecnicamente é extremamente difícil fazer com um site não comunique com os motores de busca.

E além do mais, que empresa quer um site que não seja encontrado pelo Google, pelo Yahoo! ou o Bing?

Se é impossível não comunicar, temos de ter cuidado para comunicar bem.

Veja:

Os motores de busca, sobretudo o Google – pela sua penetração no mercado – são o melhor amigo do seu site. Eles são as páginas amarelas da internet.

O SEO é isso mesmo, é a arte (não é ciência tal é a sua mutabilidade) de comunicar bem com o Google e demais motores de busca.

Ou, por outras palavras, o SEO é a parte do Marketing que garante a indexação do seu site nas páginas dos motores de busca.

Basta então explicar uma vez ao Google quem somos e o que fazemos? Não. Um redondo “não”. Temos que comunicar constantemente. Marcar presença e mostrar ao Google, Bing, YouTube (sim, o YouTube é um excelente motor de busca para vídeos e é o segundo motor de procura mais usado no mundo), Yahoo!, etc, que estamos activos.

Isto serve para negócios locais (barbearias, bares, restaurantes, talhos, peixarias, etc), como para negócios nacionais ou internacionais.

Se as multinacionais já entenderam a importância do online, os negócios nacionais de muitos países da Europa só agora começam a perceber a importância, os custos e benefícios.

Quanto ao comércio local muito haverá a fazer até que se adaptem às novas tendências. Mas até estes já começaram a entrar no jogo.

Para que fique claro, a consequência da utilização das técnicas de SEO é o melhor posicionamento de um site em uma página de resultados numa busca. Para que haja um entendimento alargado da importância do SEO apresento estes exemplos:

  1. Se estiver no Bairro Alto, em Lisboa, e não souber onde ir comer poderei fazer uma procura rápida no Google sobre “Restaurantes no Bairro Alto”. Será certo que irei ver apenas as primeiras duas ou três entradas (os três primeiros resultados). Portanto, se eu tiver um restaurante no Bairro Alto vou querer aparecer em primeiro nesta pesquisa. E não, não fique contente se procurar o nome do seu restaurante e aparecer em primeiro. É que só quem conhece o seu restaurante é que irá procurar pelo nome, está a deixar de fora milhares de turistas que querem bem comer e não sabem onde. E vamos ser sinceros, se já sabem o nome, quase de certeza que não precisar de procurar novamente no Google.
  2. Um exemplo mais alargado. Se tem um negócio de espectáculos musicais por todo o País, vai querer ser encontrado quando procurarem pelo serviço. Se numa pesquisa por “música ao vivo” o seu site não aparecer nas primeiras cinco posições, as probabilidades de alguém o encontrar são quase zero.
  3. Se falarmos numa empresa exportadora, tenha o seu site optimizado para todos os idiomas – ou pelo menos nos idiomas dos mercados onde quer penetrar. Um americano não irá seguramente procurar na internet por “rolhas de cortiça”. Crie páginas nos diversos idiomas e optimize cada uma delas a pensar nas pessoas que quer que as encontrem.

SEO Tools Ferramentas

Linkbuilding, Conteúdo, Técnico e ASO

Apesar de que SEO é tudo, é possível dividir alguns campos ou especialidades dentro do SEO:

O Linkbuilding foca-se na relação de outros sites com o seu, gerindo parcerias e obtenção de links que apontem para o seu. Quanto mais sites falarem do seu, melhor.

Se não tiver conteúdo que responda aos seus leitores/clientes o Google não irá dar tanta relevância às suas páginas. Criar conteúdo relevante e bem estruturado é fundamental para que o Google entenda o seu site.

Em termos técnicos há muitos erros a evitar: cadeias intermináveis de 301, páginas quebradas (404), problemas com a velocidade de carregamento das páginas, etc.

E por fim, o ASO, ou seja, a optimização de App Stores, como o Google Play ou o Itunes, por exemplo. Esta, porventura, será a área que menos empresas investem em Portugal. o ASO serve para ranquear o melhor possível quando alguém procura nas lojas de Apps por um produto ou serviço.

Algoritmo do Google

O SEO surgiu com a nova geração de sites de busca. Antes, a organização dos links numa páginas de resultado era alfabética como nos directórios web, ou numa lista telefónica.

Na nova geração de ferramentas de busca, o posicionamento passou a depender da relevância.

Esta relevância é definida por algoritmos, que são cálculos que servem para definir o quanto uma página é importante. Um dos mais conhecidos algoritmos de busca é o Google PageRank.

O Google PageRank não é o mesmo algoritmo usado pelo Google. Serve somente de indicador e um indicador cada vez menos fiável – uma vez que o Google o deixou de actualizar há já vários anos.

Os factores que influenciam o posicionamento das páginas são guardado a sete chaves pelos sites de busca.

Porém, ao longo do tempo, foi possível identificar as melhores práticas que se resumem em empregar o bom senso na criação e estruturação de um site.

O SEO também depende da palavra-chave que é o termo que se usa numa busca. Dependendo das palavras utilizadas, serão apresentadas páginas diferentes em posições diferentes.

Tudo se trabalha em SEO, porque tudo é SEO. Daí a complexidade em fazer uma auditoria SEO. Se alguém lhe disser que tem o segredo para estar bem posicionado no Google desconfie.

Porque a verdade é que ninguém sabe o que é que realmente influncia o posicionamento. É um processo de tentativa erro e quando se pensa estar no caminho certo, o Google muda as regras do jogo e começa tudo de novo.

Um dos principais factores de ranqueamento no Google nem tem que ver com o seu trabalho directamente, mas sim com o número de procuras pela sua marca e pelo número de pessoas que acedem directamente ao seu site.

Mas o Google também olha, de certa maneira, para a sua actividade nas redes sociais.

E se estava em primeiro na procura por “restaurantes em Sevilla” pode muito bem, de um momento para o outro, desaparecer da primeira página de resultados. Ou seja, todo o tráfego que vinha através dessa pesquisa será perdido, resultando em menos clientes e perda de dinheiro.

Não é tão incomum quanto possa pensar. Essas são as grandes situações de crise que as equipas de SEO enfrentam.

A complexidade dos cálculos feitos pelos motores de busca para dar relevância a uma página permite-nos dividir o SEO em duas partes: os factores internos e os factores externos.

Os internos estão relacionados com a estrutura e conteúdo do site. Muitos dos ditos especialistas em SEO falam em urls claros, utilização de meta-tags, títulos de página racionais e a correcta utilização das tags html – que é linguagem utilizada para construir páginas web.

A teoria no SEO muitas vezes não se concilia com a prática.

Será preferível ter um url que é, por exemplo, www.oseusite.com/contactos a ter www.oseusite.com/16573832826. Mas se este último url estiver a ser bem posicionado pelo Google o segredo é simples: NÃO MEXA.

Alterar um url é fazer com que o Google perca aquele caminho. Não, o Google não o vai substituir pelo que você quer.

Terá de começar tudo de novo. Claro que existem técnicas para mitigar a migração de URLs, mas se está a ranquear bem o melhor é mesmo evitar alterar seja o que for.

Outro factor é o “Bounce Rate“, ou seja, o número de pessoas que abandonam uma página sem ter qualquer interacção com a mesma. esse é um claro sinal para o Google que aquela página não tem qualidade.

Já a parte externa analisa como os outros sites se relacionam com o seu site. Os exemplos são quantidade de links que redireccionam para o site, que sites apontam o site e o conteúdo do link. Dependendo destes factores, as páginas são pontuadas pelos sites de busca para que ele possa determinar a relevância da pagina e quais as palavras-chave relacionadas a ela. Pensa-se que o Google utiliza um sistema de pontuação de 0 a 10 que é o PageRank. Mas é meramente uma forma de ter uma ideia da qualidade do seu site. Não é o real valor do algoritmo do Google.

technical SEO - Problemas velocidade página

O que é o Novo SEO?

O Novo SEO não existe. Dizer que há um “Novo SEO” é o mesmo que dizer que há um novo futebol, uma nova política, uma nova alimentação… ou seja, o SEO, tal como tudo o resto, sofre alterações, mas isso não significa que seja “novo”. Simplesmente é necessário entender as novas regras do jogo, mediante as alterações que o Google vai fazendo ao algoritmo.

Se é um fã do “novo SEO”, então siga a par e passo o Blog do google. Lá terá sempre as mais recentes novidades.

Continua com dúvidas sobre o que é SEO? Deixe as suas perguntas na caixa de comentário!

Para saber mais sobre SEO pode ler este artigo sobre ASO.

 

Instagram Stories: Devo investir tempo e recursos do meu negócio?

Devo investir recursos no Instagram Stories? Em 2015 sugeri a um cliente – líder de mercado no seu sector – começar a trabalhar Snapchat.

Recusou a ideia porque, disse-me, os seus clientes eram adultos com filhos e o que eu estava a apresentar era uma rede social para os filhos e não para os pais.

O foco comunicacional era esse. Ponto. E Marketing de Conteúdo era algo que nem se falava.

Continuo a defender que foi e é um erro não ter presença nesta rede social amarela, mas a decisão final cabe sempre a quem manda e não a quem executa.

Mas esse mesmo cliente enverdava na altura pelo Instagram, onde estavam os pais das crianças que lhe consumiam o produto.

As empresas tendem a entrar em pânico com as redes sociais, mas não há necessidade.

A questão é: com o Instagram Stories, deve o meu negócio estar no Instagram, no Snapchat ou em ambos?

O Instagram Stories está aí e veio para ficar. Já e um sucesso e o que oferece é muito similar ao Snapchat. Ambos contam uma história.

Os utilizadores do Instagram podem agora partilhar uma sére de fotos ou vídeos com os seus seguidores, as quais desaparecerão em 24 horas. Esta novidade veio criar enorme confusão às marcas, aos influenciadores e aos criadores de conteúdos.

Afinal há mais um player online e ninguem sabe onde jogar. Antes de mais é preciso ter uma coisa em conta: “diferentes pessoas usam diferentes redes sociais com diferentes propósitos”.

Saiba quem são os seus seguidores, quem é e sobre o que se interessa a sua comunidade online. Isso é fundamental para escolher onde vai marcar presença online e quais os recursos despendidos em cada uma delas.

Na busca de material de suporte para este artigo deparei-me com esta imagem do Later.com

De facto, uma das coisas mais difíceis no Snapchat é o desafio de encontrar pessoas para seguir.

Será mais fácil que os seus clientes o encontrem a si – se for uma grande marca – do que você encontrar a sua comunidade.

Antes de correr já para o Snapchat deixe-me avisá-lo:

O que acabei de escrever apesar de ser verdade não é positivo. Eu sei que parece, mas não é. Porque as redes sociais são SOCIAIS e não um monólogo entre si e os seus seguidores.

O Instagram Stories veio quebrar essa lacuna. E as possibilidades de uso do Instagram Stories dão largas à imaginação dos melhores Community Managers. E isso traz vantagens em termos de tráfego orgânico.

Dem dúvida que a nova funcionalidade permite que acompanhe eventos da empresa ao minuto, enquanto guarda as melhores fotos para a timeline.

Ainda assim, o Instagram Stories não é o Snapchat.  

Ainda que o Instagram tenha aberto esta nova funcionalidade e dado um ar de Snapchat isso não significa que o Instagram deixe de ser o Instagram.

E também não significa que as os utilizadores do Instagram são e comportam-se de modo diferente dos utilizadores do Snapchat. O próprio modo de interacção é diferente.

73% dos Millennials (jovens nascidos depois dos 90s) usa o Snapchat, segundo este relatório difundido pelo ComScore.

Para fim de conversa (ou será o início?) deixo este artigo:

How to Use Instagram Stories for Business

ou então dê uma vista de olhos aqui neste:

Snapchat ou Instagram? Comparamos as duas redes sociais

E vocês? Dão no Snap ou no Insta?