Facebook, a rede social que (sobretudo) não o é…

Imagine as diferentes redes sociais como bares. Pergunte a si mesmo quem é que frequentaria o Facebok se a rede social de Mark Zuckemberg fosse uma espécie de bar. Adultos, entre os 18 e os 80 anos. Ou seja, quase todo o Mundo. Agora imagine a sua empresa no meio deste bar a tentar chamar a atenção dos seus clientes – dispersos por diversos pontos do bar a falar entre si e a comentar fotos de gatos. Pelo menos, é assim que imagino.

O Facebook tornou-se numa rede menos social mundial e transformou-se, de seguida, numa ferramenta poderosa de marketing para as empresas. O Facebook é também um motor de busca. Muitas vezes usados pelos seus clientes para o encontrar a sua empresa ou poderão chegar a ela procurando por produtos ou serviços associados.

Além do mais, o Facebook quer começar a funcionar como um guia de empresas, com avaliações e comentários dos clientes. É uma velha aposta que ainda não ganhou uma única batalha. Ainda assim, a guerra contra outros sites como Tripadvisor ainda não está perdida.

A rede social de Mark Zuckemberg é, actualmente, quase como uma segunda web page das empresas. Portanto, neste momento, comece a pensar no Facebook como um segundo site, uma ferramenta de marketing para quando quer passar uma mensagem. Exige menos conteúdo (ainda que o Facebook esteja a tentar alterar isso) e muito mais atenção ao cliente. Mostre o que está a fazer, as campanhas que tem, mas tentar socializar não vale, na maioria das vezes, o esforço. Os seus seguidores vão querer respostas na hora da sua empresa e vão querer, sobretudo, queixar-se/pedir sugestões/tirar dúvidas. O Facebook será um dos seus “apoio ao cliente” mais perigosos. Tente sempre resolver os assuntos em privado e o mais rápido possível. Mas lembre-se: o cliente NÃO tem sempre razão. E a sua própria comunidade sabe disso.

Respostas rápidas e que verdadeiramente ajudam o cliente são belíssimos cartões de visitas. Neste (e noutros) campo sou um grande fã da página de Facebook da TAP Portugal. A transportadora aérea tem ainda a página traduzida e por isso se estiver a aceder – por exemplo – a partir do idioma inglês conseguirá ver o conteúdo nesta língua.

Pormenores que no final do dia, para empresas internacionais e que visam a exportação de produtos ou da imagem, fazem toda a diferença.

O Facebook tornou-se, assim, numa ferramenta. Há muito que deixou de ser uma mera rede social. Os vídeos 360º ou os “live events” (veja aqui as melhores dicas para usar o Facebook Live) são só mais uma prova disso.

Mas a equipa de Zuckenberg foi muito mais longe. A separação do Messenger do Facebook veio permitir uma maior ligação do cliente à marca (ferramenta), mantendo de parte a comunicação da marca com o cliente (social). Ou seja, o cliente pode contactar a empresa, fazer encomendas ou realizar uma reserva através da aplicação, mas não poderá ser contactado pela empresa para fins de marketing, por exemplo.

O Facebook quer ganhar também terreno ao YouTube disponibilizando a possibilidade de ver os vídeos que publica na rede social em outras páginas da internet (embed). Já se sabe que os seus posts têm mais visualizações se tiverem vídeos subidos na própria página, em comparação com publicações que usam links do YouTube.

Outra das funcionalidades mais recentes é a de comentários em outras páginas serem sincronizadas com o Facebook. Centralizando assim a informação e aumentando as probabilidades de engajamento.

Para empresas, o Facebook não é uma rede social. Os resultados orgânicos (não pagos) são equiparados a estar num bar cheio de clientes e só estar a falar com os que estão na sua mesa. Se pagar, alguém lhe arranja um megafone e a sua voz chegará mais longe.

Ignorar o Facebook não é uma opção para a maior parte das empresas. Mas o seu uso deverá ser visto como o de uma ferramenta de marketing e não uma rede social. Há muito mais vantagens e resultados.

https://seoportugal.net/blog/twitter-rede-social-seo/

Queria ser Jornalista, mas fugi para o Marketing e dei por mim a trabalhar como SEO. Em agência ou in-house, já trabalhei com projectos do Spotify, Telepizza, Amazon, Hostelbookers, Hostelworld, 360imprimir ou EF Education First. Sonho um dia ainda voltar a Portugal e viver do Marketing Digital. Fundei a SEOPortugal para ajudar a divulgar o SEO e partilhar algum conhecimento.

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